Eu tenho sua voz guardada
pra quando eu quiser escutar
Eu tenho sua camisa amassada
pra quando eu quiser me esquentar
O macio dos teus cabelos ainda sinto nas minhas mãos
Uso suas cores numa tira pequenina
pra fazer viver o meu quarto
Pra combinar com um quadro de tinta à óleo
que não deu tempo de te dar
Que acabou ficando aqui
Como todas as suas coisas
Aquelas nossas coisas
as mais bonitas para mim.
Eu aceitei a saudade.
E não o desespero.
[Acho que não preciso de imagens. Esse texto é uma fotografia para mim.]
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Mesmo é mesmo, pronto e acabou.

Mesmo nós.
Mesmo assim acho que não vou tirar-nos daqui.
Os singelos fragmentos desta releitura são muito significantes para que cometesse tal indelicadeza.
E eu te seguro no meu coração.
Seguro o que ainda tenho e porque quero.
Porque sei que seguro eu não te fazia sentir no meu coração.
domingo, 15 de maio de 2011
Pra Teu Corpo Santo
Eu coloquei meu pano branco
meu pano branco de vestir
pra você pisar
secar seus pés
aparar cada gota energizada
de teu corpo santo
que ao sair do banho
parecia ser só luz.
Hoje é domingo, 15 de maio.
Em certas horas eu penso,
até quero,
sofrendo, chego até a tentar...
Tentar roubar-lhe todo o meu coração, tempo e apego.
Hoje é domingo, 15 de maio
um ladrão pode entrar em sua casa
e sem que perceba
fazer o bom serviço de levar-lhe os melhores bens.


sexta-feira, 29 de abril de 2011
Expoen-te! (29/04/2011 - Para Leandro)
Expoen-te!
Expoen-te e eleva-te!
Não fique em silêncio, haja para o mundo à sua volta!
Expoen-te, doa-te e encontrarás o que sempre buscou.
Leandro, dedico este momento "expoente" à você...
Expoen-te... Expoen-te e descubra...
sexta-feira, 22 de abril de 2011
"Angélica, sou eu..."
Essa noite sonhei com você
Essa manhã acordei com sua voz
"Angélica, sou eu..."
Sem fazer teatro
Pronunciando
Nitidamente
Suavemente
Assim, meio pelo nariz
Como é mesmo a sua voz...
Como é mesmo a sua voz?
"Angélica, sou eu..."
Ah...
podia mesmo ter sido...
Essa manhã acordei com sua voz
"Angélica, sou eu..."
Sem fazer teatro
Pronunciando
Nitidamente
Suavemente
Assim, meio pelo nariz
Como é mesmo a sua voz...
Como é mesmo a sua voz?
"Angélica, sou eu..."
Ah...
podia mesmo ter sido...
Suas Maçãs
Não desabroche
Não amadureça
Não caia...
Quero seus olhos sempre verdes meu amor...
Meu eu-passarinho canta só
Tão só
No seu quintal...
Por Deus, suas maçãs,
Não podem ser pecado
Ah, você sorri...
E quando você sorri
Tenta mais ainda as minhas mãos...
Não amadureça
Não caia...
Quero seus olhos sempre verdes meu amor...
Meu eu-passarinho canta só
Tão só
No seu quintal...
Por Deus, suas maçãs,
Não podem ser pecado
Ah, você sorri...
E quando você sorri
Tenta mais ainda as minhas mãos...
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